Adjetivo é a palavra que expressa uma característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de um substantivo. Na música acima, o rapper Emicida caracteriza várias vezes a moça da canção (leonina, menina, mandona, etc). Vejamos outras formas de como se utilizar os adjetivos.
1. Marido e mulher estão conversando. De repente, o marido diz uma destas frases:
Sua ideia de viajar me é simpática.
Sua ideia de viajar não me é simpática.
Sua ideia de viajar me é antipática.
a) Qual dessas frases daria a entender que o marido é totalmente favorável à ideia de viajar? (I)
b) E qual delas dá a entender que é totalmente desfavorável? (III)
c) Que diferenças de sentido existem entre a segunda e a terceira frases? (A primeira dá uma ideia positiva, já a segunda, negativa).
2. Observe o emprego do adjetivo destacado em vermelho nestas duas frases:
Aquela moça é muito bonita.
Nossa! Como você estábonita!
Qual a diferença entre ser bonita e estar bonita? (É indica um estado permanente, em quanto o ser indica um estado que pode mudar).
3. A posição do adjetivo na frase às vezes resulta em diferenças de sentido. Dê o sentido dos adjetivos destacados nas frases abaixo. Em seguida, verifique em qual dos pares de frases a posição do adjetivo não cria alteração de sentido.
a) Era uma mulher pobre, sem nenhum parente. miserável, sem recursos. (Ela não tinha dinheiro).
Era uma pobre mulher, sem nenhum parente. Coitada. (Está falando de um estado emocional, pois ela está sozinha no mundo).
b) Marcos é um simples dentista. (Apenas um dentista, tem conotação negativa).
Marcos é um dentista simples. (Um dentista que não é chique).
Fontes
WILLIAM, Roberto Cereja; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Portugês Linguagens: Passando a Limpo. São Paulo: Atual.
Quais gírias mostradas na imagem anterior você conhece? Já ouviu alguém mais velho (pai, mãe, tio (a), avô, avó) utilizar uma delas? As línguas vivem em constante reconstrução, variando de acordo com os anos. Com o passar do tempo algumas palavras/expressões deixam de ser utilizadas ou passam a ser empregadas em casos específicos. Por isso, pessoas com idades diferentes tendem a utilizar palavras distintas para se expressarem.
Veja na tirinha abaixo um exemplo das mudanças na língua nos anos de 1940, 1980 e 2010.
NORMA PADRÃO E LÍNGUA COLOQUIAL
A norma padrão é um modelo, uma referência utilizada em situações formais e com origem em livros literários e canônicos. É também um conjunto de regras preconizada pela gramática normativa, ou seja, é a língua de prestígio utilizada pela elite. Exemplos: entrevistas de emprego, apresentação de trabalhos, cartas formais, etc.
A língua coloquial é a variação linguística utilizada em situações mais informais. É corriqueira no dia a dia. Exemplos: conversas com amigos, com a família, etc. Então é correto afirmar que somente a norma-padrão é a forma adequada da língua?
É comum, em nossa sociedade, considerarmos errados os modos diferentes de falar e como certos apenas os usos que seguem a norma padrão. A forma padrão é, na verdade, apenas uma das modalidades da língua e não a única. O papel da escola é ensinar a norma padrão, mas também é necessário respeitar a forma como o estudante chega à escola, ou seja, a língua que ele aprende com a família e amigos.
ADEQUAÇÃO AO CONTEXTO
Em situações mais formais (entrevista de emprego, palestras, seminários, etc) empregamos uma variedade linguística mais formal e próxima da norma-padrão. Em situações informais (conversa com amigos/família, redes sociais, etc), empregamos uma variedade linguística informal, próxima ao contexto em que estamos inseridos.
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS REGIONAIS
O Brasil é um dos países mais extensos do mundo, com uma área de 8 514 876 km², tendo isso como base não temos como imaginar que a língua portuguesa falada no Acre seja a mesma falada no Rio Grande do Sul.
No âmbito da variação linguística regional, podemos observar as diferenças de localidade e do falante de cada região. As principais diferenças são no uso de palavras distintas para falar sobre a mesma coisa e a entonação dada a cada sílaba.
Podemos citar como fatores para a variação a cultura de cada região e o processo de colonização sofrido pelos falantes, por exemplo, no sul, os principais colonizadores, foram os alemães, já na região nordeste, houve maior colonização Holandesa, sendo assim, podemos notar algumas heranças dessa colonização, por exemplo: Jefferson - son significa filho então nesse caso seria filho de Jeffer, e por isso até hoje podemos notar muitos nomes na região com final son.
No Rio de Janeiro, a principal colonização foi portuguesa, por isso para nós, parece que eles estão sempre sibilando: esssqueiro, esscola, essquina....
Para exemplificar melhor essas variações, iremos assistir a um vídeo.
Outro exemplo muito bom para mostrar essas variações é o filme Cine Holliúdy, que como o próprio trailer diz, seria o primeiro filme em “cearenses” com legenda em português.
Sendo assim, podemos dizer que o português do Brasil vai muito além do que se vê nos livros.
VARIEDADES SOCIAIS
Modificações da linguagem produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o falante pode ocorrer pela diferença de: classe social; grau de educação; profissão; e idade. Exemplos:
"O réu vive de espórtula, tanto que é notória sua cacosmia". (linguajar jurídico).
"Oi rapeize do surf brigadão pela moral que vcs tão me dando, pow ta muito bom quando ta batendo aquelas ondas na prainha. Tá show,valeu brigadão". (conversa de surfista).
Agora vamos ouvir uma música que apresenta traços de variedades sociais.
Muitas vezes na escola/faculdade ou no trabalho nos pedem para escrevermos um resumo ou uma resenha. Mas qual a diferença entre os dois? Vamos ver abaixo!
RESUMO
Fazer um resumo significa apresentar o conteúdo de forma sintética, destacando as informações essenciais do conteúdo de um livro, artigo, argumento de filme, peça teatral com a finalidade de transmitir uma ideia geral sobre seu sentido.
O resumo pode ser classificado em três tipos: indicativo, informativo ou crítico (também chamado de resenha crítica).
Resumo informativo: tem por finalidade deixar o leitor informado acerca dos principais pontos destacados no texto, proporcionando a ele a possibilidade de ter uma ideia geral do que se trata. Cabe afirmar então que a consulta ao texto original não é tão necessária assim. Essa modalidade de resumo é indicada para artigos científicos e artigos acadêmicos de forma geral.
Resumo indicativo: aponta somente os pontos relevantes, principais do texto-base, descartando a possibilidade de apresentar dados de natureza qualitativa e quantitativa. Por essa razão, faz-se necessária a consulta ao texto original. Por fim, temos o resumo crítico que, sem sombra de dúvidas, trata-se de uma análise com base no ponto de vista do emissor acerca das ideias contidas no texto original. Em virtude desse aspecto, juízos de valor são amplamente permitidos – o que lhe concede o nome, também, de resenha crítica.
RESENHA
A resenha consiste em uma descrição de analisar e enumerar aspectos relevantes sobre uma determinada obra literária, filme ou outra expressão artística.
Para apresentar uma resenha, é importante resumir os assuntos tratados e apresentar o maior número de informações sobre o trabalho para proporcionar ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente.
A resenha pode ser classificada em dois tipos: descritiva ou crítica.
Resenha descritiva: são dadas informações sobre o texto, como por exemplo, nome do autor (ou dos autores); título completo e exato da obra; nome da editora (ou coleção de que faz parte a obra); lugar e data da publicação; número do volume de páginas. Pode-se, aqui, fazer uma descrição sumária da estrutura da obra (divisão de capítulos, assuntos dos capítulos, índice, etc).
Resenha crítica: além dos elementos já mencionados, devem ser inclusos também os comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, entre outras questões. Em linhas gerais, a resenha consiste na leitura, resumo e comentário crítico, ou não, de um livro ou texto. Para a elaboração do comentário, utilizam-se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação às defendidas pelo autor e se estabelece todo tipo de comparação com os enfoques, métodos de investigação e formas de exposição de outros autores.
Bem, esperamos que possam aproveitar o conteúdo. Até a próxima!
O estilo barroco revela as incertezas do homem frente ao seu
período, causadas pela oposição entre Antropocentrismo (homem no centro) e o
Teocentrismo (Deus no centro). Este período foi marcado pela tensão entre a
igreja católica e a protestante; conflito entre o corpo e a alma; a efemeridade
(o tempo); cultismo e conceptismo.
Essa realidade pode ser vista no filme "Lutero", de 2003. Abaixo deixamos o vídeo do filme completo para quem quiser conferir.
Conflito entre corpo e alma - Na visão barroca, ou se vive a vida sensualmente, ou se foge dos gozos humanos e se alcança a eternidade. Essa contradição gera angústias e conflitos;
A passagem do tempo - Dúvida constante entre aproveitar os prazeres ou renunciá-los;
Cultismo - caracteriza-se pelo uso de linguagem rebuscada.
Ao braço do Menino Jesus de Nossa Senhora das Maravilhas,
A quem infiéis despedaçaram
O todo sem a parte não é todo;
A parte sem o todo não é parte;
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo o todo.
Gregório de Matos
Conceptismo - caracteriza-se pela utilização da retórica aprimorada, a fim de convencer e ensinar.
"Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelhos e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister¹ luz, há mister espelho e há mister olhos".
Pe. Antônio Vieira
A reforma protestante
Os motivos que levaram Martinho Lutero a promover a reforma dentro da igreja surgiram porque as regras aplicadas a todos não eram seguidas pelo clero, além disso, outros incoerências foram se apresentando ao longo do tempo como podemos verificar nos tópicos a seguir:
- Insatisfação com as atitudes da Igreja Católica:
- Interferência nas decisões políticas;
- Acúmulo de altas somas em dinheiro e terras;
- Venda de indulgências, ou seja, a Igreja pregava que qualquer cristão poderia comprar o perdão por seus pecados;
- A Igreja condenava abertamente a acumulação de capitais (embora ela mesma o fizesse).
Contrarreforma
A Contrarreforma foi um movimento de reação da Igreja Católica ao surgimento de novas doutrinas cristãs na Europa, em um processo conhecido como Reforma Protestante. Após perder o poder religioso, econômico e político em muitos países da Europa, a Igreja Católica reagiu, e de forma repressiva. Uma das primeiras medidas foi a criação da Companhia de Jesus – Local em que o Padre António Vieira estudou. Ordem religiosa dos jesuítas, cuja função era a divulgação da doutrina católica.
Ainda na Contrarreforma, o Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição, foi reativado para poder perseguir os praticantes das doutrinas cristãs protestantes e o Index Librorum Prohibitorum passou a indicar os livros que eram proibidos aos católicos e, portanto, deveriam ser banidos.
Autores
Os principais autores da época foram:
Gregório de Matos;
Padre António Vieira;
Bento Teixeira Pinto;
Manoel Botelho de Oliveira;
Frei Manuel de Santa Maria Itaparica.
Boca do Inferno
Gregório de Matos Guerra, o “Boca do Inferno”. Com seu espírito crítico, satirizava políticos, comerciantes, clero, colonizadores e até mesmo o povo. Para isso, usava palavrões e um vocabulário bem baixo em suas obras. Nasce supostamente em 7 de abril de 1633 na Bahia e morre em Recife em 1696. De família rica, educou-se em casa e no colégio jesuíta. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra e lá exerceu a profissão sendo, inclusive, juiz de órfãos. Sua poesia pode ser dividida em: Satírica, lírica, religiosa e erótica.
Senhora Dona Bahia
“Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,
e é que, quem o dinheiro nos arranca,
nos arranca as mãos, a língua, os olhos."
"Esta mãe universal,
esta célebre Bahia,
que a seus peitos toma, e cria,
os que enjeita Portugal“
“Cansado de vos pregar
cultíssimas profecias,
quero das culteranias hoje o hábito enforcar:
de que serve arrebentar
por quem de mim não tem mágoa?
verdades direi como água
porque todos entendais,
os ladinos e os boçais,
a Musa praguejadora.
Entendeis-me agora?”
Palmas - Projota
A canção acima do Projota aborda muitos dos problemas do Brasil, assim como o poema de Gregório de Matos. Essa é uma característica muito presente no rap e poderia ter seu papel social comparado ao da poesia daquela época.
Intertextualidade é a relação (diálogos) entre textos. É o processo implícito ou explícito de incorporação de um texto em outro para:
- Reproduzir o sentido incorporado;
- Transformar esse sentido.
Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.
São consideradas três formas intertextuais: a citação, a alusão e a paródia.
CITAÇÃO
Esse procedimento intertextual acontece quando um texto reproduz outro texto ou parte dele. Normalmente são utilizados alguns marcadores, como as aspas. O texto que incorpora a citação pode:
- Confirmar (estabelecer uma relação contratual com o texto citado) ou
- Alterar (estabelecer uma relação polêmica com o texto citado).
Menção ao texto de Gênesis 3:19.
Legião Urbana - Monte Castelo
Luís Vaz de Camões (Soneto)
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões (1524 – 1579 ou 1580) foi um poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Na música da banda Legião Urbana vemos esse soneto acima ser declamado.
Coríntios - Bíblia Sagrada
Além disso, a canção ainda faz referência à Bíblia Sagrada, como podemos ver abaixo:
"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine" - Coríntios, capítulo 13, versículo 1
ALUSÃO
Na alusão, um texto remete a outra obra anterior sem, contudo, utilizar-se de partes dessa produção, e o sentido se mantém. Manifesta-se por construções em que certos elementos são substituídos por outros. Também pode estar em relação polêmica ou contratual com o texto que a incorpora.
E.T. (1982 – Steven Spielberg)
Michelangelo - A criação de Adão (1511)
Reparem que o dedo do E.T. e do menino estão na mesma posição das do quadro "A criação de Adão".
Batatas do Caribe
Piratas do Caribe
É uma franquia de filmes iniciada em 2003 que nos mostra as aventuras do capitão Jack Sparrow.
Shrek
Robin Hood
Herói mítico inglês, um fora-da-lei que roubava da nobreza para dar aos pobres, aos tempos do Rei Ricardo Coração de Leão. Era hábil no arco e flecha e vivia na floresta.
Horta de Elite
Tropa de Elite
Filme policial brasileiro de 2007 que tem como tema a violência urbana na cidade brasileira do Rio de Janeiro e as ações do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Dois milhos de Francisco
Dois filhos de Francisco
Filme brasileiro lançado em 2005, do gênero drama, baseado na vida dos músicos Zezé Di Camargo & Luciano.
E o coentro levou
E o vento levou (1939)
Romance dramático norte-americano, adaptado do livro de autoria de Margaret Mitchell. É o filme com maior faturamento da história, considerada a inflação. É também o filme mais assistido de todos os tempos, tendo sido visto por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo.
PARÓDIA
A paródia consiste em uma subversão ao texto fonte, recriando-o de maneira satírica ou crítica. Dizendo de outra maneira, a paródia ironiza o texto original e inverte seu sentido. Também poderá ser contratual ou polêmica.
The Simpsons
The Beatles – Abbey Road (1969)
"The Beatles" foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música popular.
Pica-Pau - Chapeuzinho Vermelho de araque
Chapeuzinho Vermelho
Conto de fadas clássico, de origem europeia do século XIV. O nome do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho.
O Nascimento da Vênus - Turma da Mônica
O Nascimento da Vênus - Sandro Botticelli (1485)
Vênus é a deusa romana do Amor e da Beleza. Segundo o mito, conta-se que ela surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas.
Bom Bril - Chaplin P&B
Charles Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão (de riso fácil e muita movimentação de cena).
Bem, por hoje ficamos por aqui! Esperamos que tenham gostado do tema e percebido o quão interligado o nosso mundo é quando pensamos quantas obras serviram e servem de inspiração para novas composições.
Hoje vamos abordar um dos temas mais complexos para quem está estudando para a escola e/ou vestibular: a dissertação argumentativa, ou, se preferirem, redação. Separamos as explicações entre introdução, desenvolvimento e conclusão para que vocês possam compreender melhor como escrever cada trecho. Vamos lá!
A
introdução
O
parágrafo introdutório (tese) apresenta o assunto. Há muitos procedimentos para
se elaborá-lo: partindo do geral para o particular, do passado para o presente,
usando comparações, conceitos, definições, citações ou ainda interrogações.
O
desenvolvimento
Conjunto
dos parágrafos que sustentam a tese. Em
cada um deles, é apresentado e desenvolvido um argumento, cada
um deles pode apresentar:
-
relações de causa e efeito;
-
comparações entre situações, épocas e lugares diferentes;
-
citações de pessoas especializadas na área do assunto tratado;
-
dados estatísticos de pesquisas;
-
fatos notórios ou históricos;
-
conhecimentos geográficos.
Os
argumentos lançados no desenvolvimento não podem ser incoerentes com o que foi
defendido na introdução. Deve haver entre essas duas partes uma sequência
natural e harmônica de ideias, garantida pelos elementos de coesão.
A
conclusão
Parte
final do texto que envolve um resumo de tudo o que já foi dito. Cabe também a
essa parte responder à questão proposta inicialmente criando uma solução para o problema apresentado no tema. Por
isso, nela não deve haver novas informações ou argumentos. Também não se pode
retomar somente a última ideia apresentada no desenvolvimento. Deve-se retomar
o texto como um todo.
O título
O título da redação deve ser chamativo e também pode apresentar uma prévia do que será tratado no texto. Nunca esqueçam dessa parte, pois ela é fundamental para a dissertação e vale pontos também.
Abaixo, deixamos um exemplo simples de texto dissertativo. O que você fizer precisará ser mais elaborado e longo, mas esse já dá uma noção de como uma redação funciona.
TEMA: Denúncias, escândalos e casos ilícitos na
administração pública do Brasil
(TÍTULO)
Uma nova ordem
(INTRODUÇÃO)
Nunca foi tão importante no país uma cruzada pela moralidade. As denúncias que
se sucedem, os escândalos que se multiplicam, os casos ilícitos que ocorrem em
diversos níveis da administração pública exibem, de forma veemente, a profunda
crise moral por que passa o país.
(DESENVOLVIMENTO)
O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de
todos os males. As instituições normativas, que fundamentam o sistema
democrático, caem em
descrédito. Os governantes, eleitos pela expressão do voto,
também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, comprometem seus programas
de gestão.
Para
complicar, ainda estamos no meio de uma recessão que tem jogado milhares de
trabalhadores na rua, ampliando os bolsões de insatisfação e amargura. Não é de
estranhar que parcelas imensas do eleitorado, em protesto contra o que veem e
sentem, procurem manifestar sua posição com o voto nulo, a abstenção ou o voto em branco. Nenhuma
democracia floresce dessa maneira.
(CONCLUSÃO)
A atitude de inércia e apatia dos homens que têm responsabilidade pública os
condenará ao castigo da história. É possível fazer-se algo, de imediato, que
possa acender uma pequena chama de esperança. O Brasil dos grandes valores, das
grandes ideias, da fé e da crença, da esperança e do futuro necessitam,
urgentemente da ação solidária, tanto das autoridades quanto do cidadão comum,
para instaurar uma nova ordem na ética e na moral.
Redação ENEM
Ano passado, eu, Denise, refiz o ENEM e tirei 940 pontos na dissertação. Assim, achei bacana compartilhar com vocês meu espelho da redação, pois será mais uma forma de vocês estudarem. O tema foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil".
Para finalizar, deixamos como dica o vídeo do canal da Débora Aladim de como fazer uma redação modelo ENEM. Aliás, recomendamos todos os vídeos dela para quem deseja estudar história e redação.
Bem, por hoje é isso! Esperamos que vocês treinem bastante redação e tirem uma ótima nota nos vestibulares.
Para começar a falar de literatura, nada mais apropriado do que iniciar pelos gregos. Confesso que o post ficou gigante, mas juro: eu resumi muitas informações aqui. Deixei links e indiquei o livro utilizado por mim para quem desejar saber mais sobre o tema.
O que mitologia grega tem a ver
com a literatura contemporânea? Você já ouviu falar de Percy Jackson? A Fúria
de Titãs? Hércules (reprodução acima)? Bem, se já, então o caminho está mais
fácil. Se não, sem problemas! Falarei sobre o tema hoje.
Segundo Bulfinch (2015, p. 287),
são quatro as possíveis origens da mitologia: a teoria bíblica, em que
as lendas mitológicas são frutos das Escrituras que tiveram seus fatos mudados;
a teoria histórica, que afirma a existência de todas essas pessoas,
sendo que as histórias e tradições destes povos foram criadas por gerações posteriores;
a teoria alegórica, afirmando que os mitos apresentavam uma verdade
moral, religiosa ou filosófica, ou fato histórico, mas que passaram a ser
entendidos literalmente depois de algum tempo; e, por fim, a teoria física,
em que as divindades são, na verdade, os elementos ar, fogo e água
personificados.
A mitologia grega e alguns reflexos na cultura contemporânea
Os gregos influenciaram os
romanos e muitos outros povos que viriam nos séculos seguintes. Para se ter uma
ideia, além das Olimpíadas, evento criado na Grécia Antiga e realizado até
hoje, a famosa avenida Champs-Élysées, em Paris, por exemplo, tem seu nome
inspirado em um traço da cultura grega. Segundo os gregos, era o local em que
os humanos mais sortudos iam viver sua imortalidade.
Como explica Bulfinch (2015, p.
13), em O livro de ouro da mitologia: histórias de deuses e heróis
(título original: The age of fable): “os gregos acreditavam que a Terra
fosse chata e redonda, e que seu país ocupava o centro da Terra, sendo seu
ponto central, por sua vez, o Monte Olimpo, residência dos deuses, ou Delfos,
tão famoso por seu oráculo”.
No Olimpo viviam deuses como a
Minerva, a deusa da sabedoria. Does
it ring any bells? Sim, Minerva, a professora de Transfiguração do Harry
Potter. J.K. Rowling, aliás, utiliza alguns seres mitológicos durante a saga.
Outro deles é Fofo, o cão de três cabeças do primeiro livro (Harry Potter e a Pedra Filosofal),
representando Cérbero que, na mitologia grega, era o guardião do submundo.
Os mitos gregos
Para começar, o que é mito?
Segundo o site Brasil Escola,
mito pode ser entendido como: “A palavra mito é grega e significa contar, narrar
algo para alguém que reconhece o proferidor do discurso como autoridade sobre
aquilo que foi dito”. E completando com a Wikipedia (sim, uso o site como
fonte, só que só isso não basta): “Ummito(dogrego
antigoμυθος,translit."mithós") é umanarrativade caráter simbólico-imagético, relacionada a uma dada
cultura, que procura explicar e demonstrar, por meio da ação e do modo de ser
das personagens, a origem das coisas (do mundo; dos homens; dos animais; das
doenças; dos objetos; das práticas de caça, pesca, medicina entre outros; do
amor; do ódio; da mentira e das relações, seja entre homens e homens, homens e
mulheres e mulheres e mulheres, humanos e animais; enfim, de qualquer coisa
fantasiosa que seja)”.
A Ilíada (“que narra os acontecimentos ocorridos no período de 50 dias
durante o décimo e último ano daGuerra de Troia”) e a Odisseia (“em parte, uma sequência daIlíada”
que “relata o regresso de Odisseu, herói da Guerra de Troia e protagonista que
dá nome à obra") são duas obras, ou melhor, poemas épicos, da
Grécia Antiga, sendo que a autoria de ambas foi dada a Homero.
Essas
são duas obras muito importantes, culturalmente falando, pois falam de
personagens e histórias mitológicas tão presentes em nosso mundo, possuem uma
sonoridade rica e, em “Odisseia”, por exemplo, somos apresentados à jornada do
herói (veja mais detalhadamente o passo a passo no infográfico abaixo retirado
doViver de Blog), que seria o caminho todo que um herói deve fazer para
alcançar seu objetivo, utilizada até hoje por diversos escritores.
Desenhos
E no mundo dos desenhos? A
Disney, além de ter produzido o filme (que é uma animação) sobre o Hércules em 1997,
deu continuidade ao projeto criando pequenos episódios que foram exibidos no
Brasil de 1999 a
2003. Você pode encontrar a lista de episódios abaixo, nas “fontes”.
A DC Comics também tem coisas
interessantes na área. Uma delas é a Mulher Maravilha. Alguém aí se lembra do
episódio “Paraíso Perdido” (dividido em duas partes) parte da primeira
temporada da produção? Pois é! A Mulher Maravilha tem um problema gigante e
precisa retornar ao local em que foi criada:
“O feiticeiro Felix Fausto ameaça
manter a população de Temiscera petrificada caso Mulher-Maravilha não consiga
certos artefatos históricos, que ele, por sua vez, pretender usa para libertar
Hades do Tártaro. A Liga derrota Hades e seus servos, mas a vitória é agridoce,
já que Diana é exilada de Temiscera por permitir a entrada de homens na ilha”.
(via Wikipédia)
Vejam o quanto de mitologia grega
existe em apenas dois episódios: Temiscira (Themiscyra): terra onde ficava o
palácio das amazonas;. Hipólita: rainha das amazonas, mãe de Diana (Mulher
Maravilha) e filha de Ares, o deus da guerra; e Hades, deus do mundo inferior.
Se alguém quiser conferir os
episódios, aqui estão os links:
O cinema está recheado de filmes
sobre e/ou com influência da mitologia (grega, romana, nórdica, etc). Além de
Harry Potter, citado anteriormente, temos filmes como: “A Fúria de Titãs”, em
que há uma grande briga entre deuses e humanos; “Percy Jackson”, baseado nos
livros escritos por Rick Riordan; Orfeu Negro (1959), inspirado na história de
Orfeu e Eurídice; e muitos outros.
Teatro
Tentei procurar algumas peças de
teatro escritas nos tempos antigos. Infelizmente só encontrei duas, sendo que a
primeira eu li e recomendo. São elas: Édipo Rei (de Sófocles) e Medeia (de Eurípides). Com certeza devem existir outras,
além de adaptações, é claro!
Pintura
Selecionei alguns quadros famosos
sobre a mitologia grega. Os nomes das obras e dos pintores estarão indicados na
parte superior.
OS DEUSES DO OLIMPO, de Giulio
Romano
NARCISO, de Caravaggio
O LAMENTO DE ÍCARO, de Herbert Draper James
Anúncios
Publicitários
Os anúncios publicitários também resgatam a cultura grega.
Como vemos no banner da Goodyear, em que os tênis com asas remetem a Hermes, o
deus mensageiro e na propaganda da Vigor Grego, em que a aparecem homens gregos
e a mulher é endeusada.
Bem, era isso! Espero que tenham
aproveitado e aprendido um pouco sobre mitologia grega, e o principal: tenham
compreendido o quão importante ela ainda é para a história da sociedade
ocidental até hoje.
Links para quem se interessar
pelos livros citados: